Notícias

11/06/2018

Vereadora é contrária às privatizações da CEEE, CRM e Sulgás.

     As privatizações foram pauta da Vereadora Claudete Gaio Conte (PDT), na sessão desta segunda-feira, 11 de junho. A vereadora falou sobre o plebiscito para privatização de três estatais (CEEE, CRM e Sulgás), sendo que o mesmo recebeu 28 votos contrários à lei. A vereadora acredita que os fatores políticos e o ano eleitoral também contribuíram para a derrota na votação, visto que o Governo busca inúmeras alternativas e brechas na lei para efetivar as privatizações. “Em minha opinião o Governo do estado está se aproveitando da crise para confundir a população e convocar o plebiscito alegando que a venda das estatais será a salvação do Rio Grande do Sul quando não é, será somente uma medida paliativa para colocar algumas dividas em dia, deixando os gaúchos que dependem dos serviços destas empresas, na mão de empresas privadas que irão cobrar o quanto quiserem por estes serviços de energia. Em outras épocas foi vendido parte substancial do patrimônio do estado com a mesma alegação de resolução dos problemas financeiros o que não aconteceu, a divida e os problemas financeiros do estado só aumentaram”. Enfatiza, Claudete.

     Ainda para a edil, a CEEE é uma empresa com patrimônio capaz de dar conta das suas necessidades, ao contrário do que diz o Governo. A CEEE-GT é responsável pela geração e transmissão de energia elétrica, com receita líquida até o 3º trimestre de 2017 de R$ 682,5 milhões e lucro no mesmo período de R$ 237,4 milhões. “Trata-se de um ótimo negócio é uma empresa estratégica para o desenvolvimento do estado assim como a CRM com suas minas de carvão, que contribui muito com o desenvolvimento da região da campanha”, esclarece a edil.

     A sulgás para a vereadora, é a terceira empresa do pacote de privatizações, uma empresa lucrativa, que aporta recursos para o tesouro do estado e tem um mercado em franca expansão para explorar. Apenas em 2016, gerou R$ 37 milhões de arrecadação em ICMS e mais de R$ 130 milhões de lucro líquido. Valores que contribuirão para financiar despesas de saúde, educação e segurança. “Ao contrário do que qualquer governo faria, o Estado pretende se desfazer de um patrimônio rentável. Estimativas dão conta de que a venda da Sulgás representará o abatimento de menos de 1% do montante da dívida do Estado. É como se uma pessoa que recebe aposentadoria, mas também trabalha como Uber, resolvesse vender o seu carro, uma fonte de renda extra e lucrativa, para pagar apenas 1% da sua dívida. O que ocorre? Restarão, ainda, 99% da dívida. Porém, agora, a pessoa não possui mais a renda gerada pelo carro. Talvez seja esse, realmente, um verdadeiro "negócio da China”? Creio que sim”. Destaca a vereadora, ao concluir que o população deve ser ouvida em um plebiscito.

Galeria de Imagens