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11/09/2019 19h

Sessão Solene - Cidadã Florense - Sra. Giuditta Maria Franca Cursano - Irmã Maria Bernarda de Cristo Rei

      A Câmara de Vereadores de Flores da Cunha concede o Título de Cidadã Florense à Sra. Giuditta Maria Franca Cursano, Irmã Maria Bernarda de Cristo Rei, pelos relevantes trabalhos prestados ao município de Flores da Cunha, com destaque na área religiosa.

 

Autor da homenagem: Vereador Jorge Luis Rizzon de Godoy

 

Data da entrega da homenagem: 11/09/2019 (Quarta-feira)

 

Horário: 19h

 

Local: Sala de Sessões Olindo Carlos Toigo

 

 

Vamos conhecer um pouco da trajetória de nossa homenageada:

 

         Giuditta Maria Franca Cursano, nasceu em 11 de setembro de 1930, na cidade de Prátola Pelinha, região de Abruzzo, na Itália. Filha de Angelo e Ana Di Loreto Cursano, falecidos, tem dois irmãos Maria Cristina e Savério Cursano. Giuditta tem a sobrinha Alessandra, filha da irmã Maria Cristina e de seu marido DevitoFrancesco.

         Na infância Giuditta, mais conhecida por Franca, era uma criança suscetível. Vivia facilmente emburrada e acabrunhada e o que mais a impressionava no mistério de Deus era aquele grande Jesus Crucificado. Quanto tinha dez anos começou a segunda grande guerra mundial e foi nesse período de insegurança que amadureceu na família a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Em 1949 a família foi morar em Bari e, na paróquia administrada por Salesianos, começou a participar da Juventude Feminina de Ação Católica. Nesta época a presidente da diocese a convidou para ser sua secretária, sendo que o trabalho compreendia em visitar as várias seções paroquiais de toda a diocese. Para Giuditta este era um trabalho desafiador, pois para pregar e ensinar os outros com eficácia era preciso agir de modo coerente.

         Na universidade cursou Direito, conseguiu a láurea em matérias jurídicas e tornou-se assistente universitária, superando também o exame de habilitação para defender causas no tribunal. Paralelo a isso, começou a participar com frequência da santa Missa. A Igreja que mais frequentava era a de Santa Escolástica e já havia recebido o convite para ser Monja, por mais que estava maravilhada com a ideia, acabou recusando.

       Em todo esse tempo ela tinha crescido em conhecimento e fidelidade à fé. Tinha constatado a precariedade de todas as coisas e tinha decidido pela consagração no Instituto Secular das Missionárias da Realeza de Cristo rei, de espiritualidade Franciscana. Naquele momento seu caminho já estava traçado.

         A irmã conta que as iluminações iam acontecendo sempre mais claras em sua caminhada, especialmente quando, durante os exercícios espirituais anuais, no Monte Alverne, uma lâmpada de neon esmigalhou-se em faíscas sobre ela, momento este que estava triste em um canto enquanto as outras Missionárias renovavam seus votos de obediências, pobreza e castidade.

No dia 17 de setembro de 1962, aos 32 anos, entrou no Mosteiro e passou a chamar-se Irmã Maria Bernarda de Cristo Rei. Nossa homenageada conta que sofria muito em ter que deixar a família, quase desistiu, mas nas palavras do evangelho de João, capitulo 12, versículo 25 que diz: “Quem perder sua vida por mim e o Evangelho, a ganha”, ajudaram a confirmar sua caminhada.

         Após 17 anos, o Ministro Geral da Ordem dos Capuchinhos, Frei Pascoal Rywalski visitou o Capítulo das Esteiras no Rio Grande do Sul, e ao constatar que a Província Capuchinha era florescente e rica em atividades, sugeriu a presença de irmãs contemplativas, orantes por vocação. Diante da ideia, o Ministro Provincial, Don Ângelo Salvador, logo pediu à Federação Italiana auxílio, que na época enviou cinco irmãs, dentre elas a Irmã Bernarda.

As 5 irmãs chegaram ao país em 21 de janeiro de 1979. No início precisaram morar em uma pequena, mas acolhedora casa de uma chácara, oferecida pelas Irmãs de São José, em Caxias do Sul. Neste período também acompanhava a construção do Mosteiro em Flores da Cunha, que foi inaugurado em 08 de dezembro de 1981 com Missa campal concelebrada por Dom Benedito Zorzi, Dom Paulo Moreto, mais 23 sacerdotes e muitos fiéis.

         No ano de 2000 recebeu o convite do Bispo de Macapá, no Amapá, para acompanhar a fundação de um Mosteiro na cidade. Em 05 de agosto de 2003, irmã Bernarda acompanhada de mais cinco irmãs, iniciaram a construção do Mosteiro dedicado a Santa Verônica Giuliani, que foi inaugurado em 30 de março de 2008.

No dia primeiro de maio de 2014 Irmã Bernarda celebrou 50 anos de Vida Consagrada com o mesmo entusiasmo do primeiro dia no Mosteiro. Nossa homenageada retornou à Flores da Cunha em 16 de novembro de 2014.

Irmã Bernarda, é uma artista nata, são inúmeras as obras recriadas pela nossa homenageada. As criações são verdadeiras obras de beleza, delicadeza e perfeição. Em Flores da Cunha, colabora com artigo para o jornal O Florense; Nossa homenageada tem um carinho e intercede de modo especial por Flores da Cunha. Está disponível para atendimento, aconselhamento e direção espiritual de todos que a procuram. Seu jeito carismático de ser, é ícone na cidade e em toda nossa região.

          Irmã Bernarda diz que no início de cada história vocacional está o Amor Divino, está um Deus “que se faz carne” para dar à sua criatura a capacidade de “vida nova”, uma vida que não aparece, que se recebe no Batismo, que pertence ao Espírito, e que precisa crescer tendo como modelo Jesus e como força vital o seu Espírito, o Espírito Santo. A vida contemplativa oferece um caminho fácil e seguro para cultivar e fazer triunfar a vida de Jesus em nós, e por isso, é também sinal desta realidade. Irmã Bernarda agradece o caminho que foi percorrido nesses 57 anos e principalmente pelo sinal do Senhor Jesus por tê-la guiado nessa trajetória de vida, fé e amor ao próximo. Hoje, 11 de setembro, irmã Bernarda, Giuditta, a menina Franca, está comemorando 89 anos de vida, nossos sinceros votos de vida longa! Não há palavras para descrever a gratidão da comunidade. Por isso, nos resta agradecer por fazer parte da família Flores da Cunha.

    

 

 

 

 

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